Guia de compra
Como escolher o tapete para a sala: medida, lã e cor
Medida, matéria, cor e pelo, pela ordem certa.
Por Zarbish · · 5 min de leitura
Para escolher o tapete da sala, procure um tapete de lã, grande o bastante para que os pés da frente do sofá e dos cadeirões assentem nele, num tom claramente mais claro ou mais escuro do que o chão. O resto vem depois, e por esta ordem: matéria, cor, padrão, altura do pelo e forma.
Começar pelos móveis, e não pelo tapete que chamou a atenção numa fotografia, poupa os arrependimentos mais comuns: o tapete que fica pequeno, a cor que desaparece no soalho, o pelo que se deita ao fim de um inverno.
O essencial
- Decida pela ordem certa: primeiro a medida a partir dos móveis, depois a matéria, a cor, o padrão e, por fim, a altura do pelo.
- Na sala, os pés da frente do sofá e dos cadeirões assentam no tapete; na maioria das salas isso dá 240 x 340 cm.
- A lã é a melhor matéria para uma sala onde se vive: recupera a forma, segura as manchas à superfície e gasta-se devagar.
- Um tapete lê-se melhor um tom claramente mais claro ou mais escuro do que o soalho ou o mosaico.
- Vire o tapete ao contrário: um tapete atado à mão mostra o padrão no verso, nó a nó.
Primeiro a medida, a partir dos móveis
A medida decide-se pelo sofá, não pelas paredes. Os pés da frente do sofá e dos cadeirões ficam sobre o tapete, que assim liga o conjunto, e uma faixa de chão fica à vista à volta, entre 20 e 45 cm. Na maioria das salas, isso corresponde a 240 x 340 cm; uma sala pequena pede 200 x 300 cm, e um sofá de canto ou um open space amplo pede 300 x 400 cm.
O erro mais frequente é o tapete pequeno, sozinho à frente do sofá como uma ilha. Na dúvida, suba uma medida. As medidas divisão a divisão estão no nosso guia de medidas.
Uma sala com proporções pouco habituais, como um sofá muito comprido, uma lareira que desvia a zona de estar ou um recanto junto à janela, é o caso em que um tapete à medida faz sentido: feito ao tamanho exato da divisão.
Que matéria escolher
Para uma sala onde se vive todos os dias, a lã é a melhor escolha. Cada fibra tem uma ondulação natural que a faz recuperar a forma debaixo dos pés e dos móveis; a lanolina segura os líquidos à superfície o tempo suficiente para os absorver com um pano; e um tapete de lã bem atado gasta-se devagar. É também a matéria mais quente ao toque, o que se nota num soalho antigo ou num mosaico em janeiro. Os modelos clássicos estão reunidos nos tapetes de lã.
As outras fibras servem casos mais estreitos. O sintético resiste à água mas esmaga-se nas zonas de passagem; o algodão tecido plano é leve e lavável, bom para uma cozinha ou um quarto de criança, e gasta-se depressa; a juta e o sisal são firmes e ásperos, ficam marcados pela água e servem sobretudo de base numa divisão seca.
Um tapete de lã novo solta alguma fibra nas primeiras semanas. É normal e passa: aspire só com sucção, sem escova rotativa, como explica o guia de cuidados.
Que cor escolher
A cor escolhe-se face às três maiores superfícies da sala: o chão, o sofá e as paredes. O tapete precisa de se destacar do chão. Num soalho de madeira escura ou num mosaico de tons quentes, um tapete marfim, areia ou rosa-velho marca os limites e ilumina a sala. Num soalho de pinho claro, num chão de pedra ou num microcimento, um tapete terracota, azul-marinho ou castanho dá-lhe peso. No tom exato do chão, o tapete desaparece e a sala perde o centro.
Com o sofá passa-se o mesmo: na cor exata do sofá, os dois fundem-se num só volume. É melhor que o tapete retome essa cor como nota secundária, numa faixa ou num motivo. Veja as opções à luz do dia e à noite, com o candeeiro aceso. Uma sala virada a norte arrefece as cores, e as salas viradas a sul, tão comuns por cá, aquecem-nas.
Liso ou com padrão
Conte primeiro os padrões que a sala já tem. Se as cortinas, as almofadas ou um mosaico hidráulico já falam muito, um tapete liso ou discreto acalma o conjunto. Se a sala é sóbria, o tapete pode dar o padrão.
A Zarbish cobre essa gama toda: a lã sozinha, sem motivo, na coleção Dune, e a cor franca nos tapetes coloridos. Para saber de onde vem cada estilo, do Beni Ourain ao Boujaad, leia o que é um tapete berbere.
Que altura de pelo
A altura do pelo escolhe-se pela passagem, não pela vontade. Cada tapete Zarbish pode ser atado em três alturas, ao mesmo preço.
| Altura | Ao toque | Para que sala |
|---|---|---|
| Curto, 1 cm | Firme e nítido | Sala de muita passagem, debaixo de uma mesa ou de uma cadeira com rodas |
| Médio, 2 cm | Macio e estável | A maioria das salas, com sofá e mesa de centro |
| Alto, 3 cm | Espesso e envolvente | Um canto calmo, longe das idas e vindas |
Um pelo alto numa zona de passagem acaba por se deitar e abrir um carreiro; o pelo médio aguenta os pés dos móveis e os passos sem perder o aspeto.
Retangular ou redondo
O retângulo acompanha a forma da maioria das salas e dos sofás, por isso é a escolha natural. Um tapete redondo encontra o seu lugar debaixo de uma mesa de centro redonda, entre dois cadeirões ou numa sala de esquinas marcadas, que suaviza.
Como reconhecer um tapete bem feito
O verso conta como o tapete foi construído. Faça estas verificações:
- Vire-o. Num tapete atado à mão, o padrão aparece no verso, nó a nó. Um tapete tufado esconde uma tela colada.
- Veja as franjas. Num tapete atado à mão, são os próprios fios da teia que saem do corpo do tapete. Uma franja cosida ou colada foi acrescentada depois.
- Pressione o pelo. A boa lã recupera a forma. Num tapete denso, custa chegar à base com o dedo.
- Sinta a fibra. A lã é quente e ligeiramente oleosa, como uma camisola. Um toque frio e escorregadio, ou um cheiro a cola, denuncia fibra sintética ou base de látex.
- Olhe para as linhas. Uma linha atada à mão hesita ligeiramente, e duas filas nunca são iguais. Um padrão perfeito é impresso ou feito à máquina.
- Leia a ficha do produto. Deve indicar a composição em percentagem, a construção, a altura do pelo e onde o tapete é feito.
Os modelos pensados para esta divisão, dos mais calmos aos mais coloridos, estão nos tapetes para sala.
















